Menor de idade que apostou (não sou eu, é meu filho)
Escrevo como pai. Meu filho tem 17. Descobri o cartão pré-pago em nome dele que ele conseguiu.
Escrevo como pai. Meu filho tem 17. Descobri o cartão pré-pago em nome dele que ele conseguiu.
Não sou torcedor de nada. Só apostei porque a Copa 2026 fez todo mundo apostar. Perdi antes da abertura.
Meu salão pega os clientes ricos do Umarizal. Perdi o financiamento das cadeiras hidráulicas em Aviator.
Peguei o carro emprestado pra fazer entrega de bolo da minha irmã. Vendi pra pagar dívida de bets.
Ainda não confrontei. Escrevo isso pra ver se dá coragem.
Aposentada, 67. Comecei em 2024 no tigrinho por vídeo que veio no Facebook. Perdi três aposentadorias.
Sou estudante. Perdi minha bolsa da faculdade em bets.
Trabalho na casa de uma senhora rica. Descobri o aviator vendo ela jogar. Achei que era coisa de gente rica.
É brincadeira. Nunca casei. Mas as noivas foram quase cinco. Última: apostou o buquê.
Sou de RS, vim pra SP em 2021. Comecei no tigrinho na pandemia. Ainda tô pra ver o tal do bônus grande.
Trabalho de plantão. Apostava no telefone dentro da viatura em horário de folga.
Trabalho braçal, ganho por dia. Comecei a apostar porque um outro pedreiro contava vantagem.